Cuidado TPM

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Militância do amor neurótico


Lendo um trecho da entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado ofundador da ioga no Brasil, li uma palavra inventada por ele e que me chamou atenção:
" que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.’’
Considerando o trecho acima, ontem eu estava vendo na televisão BBB..., pude notar através da opinião alheia a sobra de senso comum, este mesmo senso que tememos não atingir.
"Parece um paradoxo - muitas vezes eu falho tentando falhar’’.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão estipulado nem todos conseguem atingir, ai o sujeito só será "normal" se for magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido e quem não se "normaliza" acaba adoecendo.
A grande pergunta que não quer se calar: quem espera o que de nós?
Não existem ditadores de comportamentos, quem prolata o padrão é uma coletividade abstrata que ganha presença através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Um grande remédio para o mal do século é a pequena auto-estima. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem as regras bovinamente, e também não possuem todos os padrões e mesmo assim às admiramos.
Por isso escrevo este alerta no manual de sobrevivência:
A normose está doutrinando erradamente homens e mulheres que podem ser de formas diversas tanto autênticas quanto "felizes".
Fonte: Jornal Zero Hora, Juliana Ciola e Prof. º Hermógenes.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Milo Manara

Não querendo expor meu lado feminista, mas falando sério , oque o homen em 200.000 anos (segundo alguns paleontólogos) fez e faz desde sua origem?


Violência e Sexo, esse é o tema que Milo Manara em seu livreto Bolero descreve a evolução da humanidade através de belos desenhos onde personagens de toda a história da humanidade, da mais alta à mais baixa sociedade, protagonizam cenas de guerras, sexo, crueldade, comemorações e tudo que é inerente à espécie humana.

Segundo o autor parece que os homens não fizeram nada, além de se reproduzir, matar e mudar seus costumes.

É uma história cheia de coação, crueldade e selvageria, dos genocídios e massacres, de atroz sofrimento infligido e sofrido. E de sexo. Tanto sexo. E não apenas para reprodução. Por exemplo, Procopio diz-nos que antes de se tornar imperatriz Teodora de Bizâncio conquistou uma grande reputação entre os bizantinos exercendo a sodomia com entusiamo e profissionalismo, ainda um adolescente. Mas estes exemplos são aos milhares. A história da humanidade está repleta de sexo e violência. Tanta violência.


Milo Manara nasceu em Bolzano, Itália, em 1945. Estreia-se na BD(*) mais convencional em 1969, com Genius. Concebe a sua primeira obra de vulto em 1974, uma adaptação de Decameron. Segue-se, em 1976, a fábula política Lo Scimmioto, distinguida em Itália com o Prémio Yellow Kid. Entre 1976 e 1978, a Larousse encomenda-lhe cinco episódios da monumental História de França em BD, e, em 1979, debuta na (A Suivre) Giuseppe Bergman. Três anos depois, aventura-se no western, concebendo Quatro Dedos (O Homem de Papel). Já na década de 80, atreve-se à fantasia erótica com a publicação de O Clic ( Le Déclic). Em 1985, com argumento de Hugo Pratt, publica o notável Um Verão Índio, parceria que retomará em El Gaucho. Com argumento de Fellini, ultima Viaggio a Tulum e Le Voyage de G. Mastorna. (*) BD = Banda Desenhada, denominação no português europeu para gibi.


Para quem tiver interesse segue abaixo o link para o download do Artbook.





Veja também outras obras do autor: